Com 1,389 milhão de máquinas vendidas em 2007, a brasileira Positivo Informática comemora a marca e registra receita bruta de R$ 2,092 bilhões no ano, com elevação de 54,3% sobre 2006 (dados adicionais serão divulgados no dia 20/02, após o fechamento da bolsa de valores).
Para Hélio Rotenberg, presidente da empresa, o desempenho reflete o esforço da companhia na oferta de máquinas para os três segmentos em que atua: corporativo, governo e varejo. Este último, o grande propulsor dos números. "É a primeira vez que o Brasil vende mais computadores do que televisão e isso é muito animador", celebra o executivo.
Em função do pouco tempo de vida, a divisão corporativa foi a que registrou maior crescimento no período, perto dos 200%, segundo Rotenberg. "Há muitas oportunidades no setor, que serão exploradas ao longo de todo o ano", garante o executivo.
Segundo dados preliminares enviados por Rotenberg, nos primeiros nove meses do ano de 2007, o varejo recebeu 779,9 mil computadores, com avanço de 76,6% sobre o mesmo período de 2006. Enquanto isso, o governo consumiu 132,8 mil máquinas, crescendo 88,5% e o corporativo comprou 28 mil computadores, com salto de 179,6% sobre os nove primeiros meses de 2006.
No período, o canal de vendas da Positivo negociou 940,7 mil equipamentos, elevando o volume em 76,6% sobre o mesmo intervalo de 2006.
Volume de vendas
Entre os PCs negociados pela empresa, os desktops registraram elevação de 45,7%, com 1,149 milhão de máquinas vendidas. Já os notebooks tiveram salto de 423,9% sobre 2006, alcançando a marca de 239 mil unidades.
Sobre a previsão de comportamento entre as vendas de computadores móveis e de mesa, Rotenberg ainda aposta que os desktops devem manter-se em crescimento nos próximos anos, especialmente em casos de famílias que adquirem sua primeira máquina. "Já os laptops, em função da forte baixa nos preços, ganham espaço dia-a-dia, mas não devem ultrapassar os modelos de mesa tão cedo", calcula.
O modelo de distribuição, que até então conta com apenas um distribuidor, a Officer, segue recebendo a atenção do executivo, que não descarta o cadastramento de novos parceiros de distribuição. "Estamos estudando todas as possibilidades", limita-se a dizer.
Rotenberg também celebra a baixa no mercado cinza e aposta nas revendas para disseminar suas máquinas e colaborar com a legalização do mercado.
Futuro
A recente parceria firmada com a Vivo ganha uma campanha publicitária ainda em fevereiro, informa o executivo, que não dá mais detalhes sobre a alianças. "Ainda é muito recente e estamos bem no início da estratégia".
Por fim, Rotenberg diz lamentar muito a suspensão do leilão do laptop educacional. "Ficamos chateados, porque o governo já conhecia os preços antes e argumentar em cima do valor agora é um pouco estranho", opina, garantindo que a empresa está pronta para estudar a redução dos valores.