Com típico sotaque britânico, o executivo Simon Jones, CEO da Analysys Mason, aportou no Brasil para selar um acordo de colaboração com a PromonLogicalis. De olho no potencial não só do mercado brasileiro, como de toda América Latina, Jones se mostrou feliz com o negócio e afirmou que o trabalho das duas empresas será "complementar".
"Temos investido na capacidade de longo prazo. Esta parceria é uma oportunidade muito grande. Será um trabalho complementar. Na área de telecom, acreditamos que as companhias na região poderão ser beneficiadas com essa parceria", comentou. Apesar desse acordo, a consultoria vem atuando em projetos na América Latina desde 1997, mas por meio dos escritórios na Europa e Estados Unidos.
O acordo firmado entre as partes será uma grande troca de experiências, já que a Analysys Mason possui uma visão global do mercado de Telecom por toda a atuação que vem tendo ao longo de seus vinte e cinco anos de experiência e poderá compartilhar essas análises e conhecimento com a Promon.
"Esse acordo ajudará a divisão de consultoria da Promonlogicalis. Nós atendemos muitas empresas no Brasil e América Latina e as vezes necessitamos do conhecimento de outros mercado e é um desafio", confirmou Luís Minoru Shibata, diretor de consultoria da PromonLogicalis.
A Analysys, baseada no Reino Unido e presente em 80 países, é uma consultoria especializada em telecomunicações e bastante conhecida no mercado europeu. Como o próprio executivo informou, uma das principais funções é prover "inteligência de mercado".
Em linhas gerais, Jones acredita na recuperação do mercado que vive apreensão por conta da crise econômica e aposta na chegada do LTE já no próximo ano na Europa. Uma análise da empresa, disponível no site da consultoria, diz, no entanto, que não será uma realidade rápida para todas as companhias, já que envolve questões técnicas e de custos.
Brasil
Na América Latina, como lembrou Minoru, a tecnologia deve demorar um pouco mais para chegar, já que, normalmente, os empresários esperam escala global antes de apostar em novidades como esta.
Embora ainda não tenha uma visão macro sobre o mercado brasileiro, Jones reconheceu a importância do mercado brasileiro. "Muitos de nossos clientes europeus têm investimentos e operações no Brasil e sabemos que o País é interessante e importante para eles."
O executivo comentou também que a companhia já vem fazendo alguns trabalhos para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas nenhum detalhe pode ser compartilhado, já que os acordos são de confidencialidade.
Jones afirmou, entretanto, que, na América Latina, os governos buscam os serviços da Analysys Mason normalmente para negociações, avaliação de espectro, políticas, disseminação mobile em geral, custos e convergência.