No segundo trimestre deste ano, o mercado de pequenas e médias empresas (SMB) se manteve em uma fase ruim, especialmente para alguns distribuidores e canais. Das 10 empresas pesquisadas pelo Everything Channel, nos Estados Unidos, 9 apontaram que a receita declinou em, pelo menos, 19%. Diversas empresas publicaram seus resultados mostrando que as vendas para o SMB caíram de maneira muito mais agressiva do que os negócios para as grandes corporações. As vendas para o setor público, no entanto, foram, em geral, positivas. Acompanhe, a seguir, os resultados das companhias no segundo trimestre e a porcentagem de queda nos negócios.
1) Insight Enterprises [queda de 25,7%]
Na América do Norte, as vendas caíram em US$ 713,5 milhões no segundo trimestre de 2009, pouco mais de 25% abaixo do resultado do mesmo período em 2008, mas com alta de 8% se comparado ao primeiro trimestre deste ano. As margens de lucro se mantiveram estáveis, em 14%.
2) Ingram Micro [queda de 25,4%]
O enfraquecimento das moedas estrangeiras culminou em queda de 7% nas vendas do segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2008, disse a Ingram Micro. O CEO Greg Spierkel ressaltou que não tem a expectativa de uma mudança drástica nesse cenário. "Acreditamos que a demanda vai seguir os padrões históricos anuais. Ainda que a procura não esteja caindo, a rota para a recuperação vai ser diluída em diversos trimestres, já que o desemprego está afetando os níveis de confiança dos consumidores e de pequenas empresas", disse em nota oficial. As vendas da Ingram Micro na América do Norte caíram 22% no segundo trimestre, enquanto o faturamento na Europa, Oriente Médio e África caiu 32%. A região Ásia Pacífico viu queda de 21% e a América Latina teve queda de 27%.
3) Bell Microproducts [queda de 24%]
As vendas no trimestre foram de US$ 708 milhões, uma queda 24% em comparação ao mesmo período do ano passado e de 1% ante o trimestre anterior. Se for excluído o efeito das variações cambiais perante ao dólar, a queda fica em 17% na comparação ano-a-ano. Na América do Norte, a receita caiu 20%, enquanto as vendas da unidade de corporações, que envolve as linhas ProSys, Rorke Data e TotalTec, caiu 32%.
4) Arrow Electronics [queda de 22%]
A área corporativa da Arrow teve queda de 19% ao faturar US$ 1,12 bilhão no segundo trimestre, encerrado em 4 de julho, ou queda de 24% sem contar a aquisição da Logix. "As vendas estavam dentro do menor nível que prevemos por conta da demanda fraca e gastos menores com TI, já que projetos com alto consumo de capital foram analisados detalhadamente", disse o CEO Mike Long em comunicado.
5) PC Mall [queda de 21,1%)]
O nicho de SMB foi o pior para a PC Mall, com as vendas caindo em 34% para faturar US$ 85,3 milhões, por conta do fraco ritmo econômico e na queda de US$ 8,9 milhões nas vendas de iPods para grandes clientes. O mercado de médias empresas e o enterprise também caíram, desta vez em 12%, enquanto as vendas para o setor público subiram 2%. A frente de consumo final da PC Mall caiu em 23%, boa parte do número ruim motivado pela queda na procura por notebooks de alto valor.
6) ScanSource [queda de 20,4%]
A receita da ScanSource caiu para US$ 441,2 milhões no seu quarto trimestre fiscal, encerrado no dia 30 de junho. Para o CEO Mike Baur, no entanto, as vendas na América do Norte mostraram melhoras no período. "Continuamos otimistas, mas com cautela", disse o executivo em comunicado oficial, ressaltando que as vendas dos produtos de segurança e comunicações foram "excelentes".
7) Avnet [queda de 19,5%]
O faturamento da divisão de tecnologia da Avnet teve queda de 15,8%, chegando a US$ 1,64 bilhão no quarto trimestre fiscal, encerrado em 27 de junho, um resultado melhor do que a divisão de componentes da empresa. Apenas na unidade de tecnologia, a receita em Américas caiu 17,6%, resultado melhor do que na Europa (queda de 20,8%), mas muito distante do crescimento de 23,3% na Ásia. "A divisão de tecnologia atingiu as nossas expectativas de faturamento pelo segundo trimestre consecutivo, o que reforça a nossa ideia de que os mercados que atendemos chegaram ao fundo do poço", Roy Vallee, chairman e CEO, disse em comunicado.
8) PC Connection [queda de 16%]
A PC Connection surpreendeu Wall Street ao registrar receita de US$ 377 milhões no segundo trimestre, uma queda de 16,1% na comparação ano-a-ano, mas a margem de lucro caiu 11,75%, abaixo das expectativas. A PC Connection culpou a queda na "competição agressiva de preço" em todos os segmentos em que atua, uma evidência que os consumidores finais estão adiando as compras e que os provedores de soluções estão dispostos a sacrificar parte do lucro para ganhar o cliente.
"Nas vendas para corporações, a fraca demanda que vimos no trimestre reflete um enfraquecimento na indústria como um todo", disse Patricia Gallup, a CEO, em uma teleconferência sobre os resultados em julho. As vendas para o SMB caíram em 25% na comparação ano-a-ano, mas executivos da empresa disseram que os VARs no segmento de grandes corporações, que teve queda de 13,9%, também foram bastante agressivos em preço. As vendas para o governo cresceram 6,1%.
9) Tech Data [queda de 15,9%]
As vendas caíram para US$ 5,18 bilhões, ante os US$ 6,17 bilhões registrados no trimestre encerrado em 31 de julho. Como aconteceu com outras empresas, a área de negócios para o SMB da Tech Data registrou resultados ruins, mas de acordo com o CEO, Bob Dutkowsky, eles variaram conforme os países. "Tivemos regiões em que o mercado para médias e grandes corporações teve desempenho melhor do que para o SMB e, outras, em que o SMB foi bem", disse. "Se olhar para a empresa inteira, as unidades de negócios tiveram resultados dentro do esperado. Todas caíram um pouco", acrescentou. As vendas nas Américas foram de US$ 2,40 bilhões, o que representa uma queda de 14,5%.
10) Synnex [queda de 3,5%]
A Synnex teve um ótimo desempenho, com as vendas caindo para US$ 1,81 bilhão no segundo trimestre encerrado em 31 de maio. O desempenho, comparado com qualquer outra empresa, pode ser explicado pela compra da New Age Electronics e pelo fato que a companhia não opera na Europa, região em que os competidores tiveram dificuldades por conta do câmbio, segundo um executivo de um distribuidor que preferiu não ser identificado. O CEO Kevin Murai disse que os setores de saúde, serviços gerenciados de impressão e comunicações unificadas se mantiveram fortes, enquanto as outras áreas ficaram estáveis. "Vimos sinais de recuperação da economia nos últimos cinco meses. É óbvio que agradecemos aos nossos clientes pelo apoio e estamos entusiasmados com a quantidade de ofertas chaves que estamos desenvolvendo", disse.