Conseguimos pensar em uma indústria, hoje em dia, sem a existência de tecnologias automatizadas na produção? Dependendo do porte da indústria até podemos, mas, na maioria das vezes, o termo indústria sempre esteve ligado a tecnologia e a automação.
Algum tempo atrás, falava-se muito em automação industrial, que consistia no conceito de otimizar produção, automatizar linhas de montagens, robotizar, mecanizar processos manuais etc. E, hoje, que tudo isso já faz parte do processo básico dessas empresas, ainda temos algo a evoluir e a implementar? O processo de melhoria da aplicação de sensores, controladores e outros dispositivos que gerem mais automaticidade no processo produtivo não param mais.
Em paralelo aos equipamentos de fabricação e montagem, que evoluem a cada dia, pensemos também na gestão do negócio e do atendimento, numa melhor condição de trabalho aos funcionários, e assim por diante.
Então, falamos em automação na indústria, um tema que muitas vezes se confunde com o citado acima. A automação na indústria pode ser dividida em partes, como automação de logística e armazenagem, automação de transportes, automação de processos, e até em automação do atendimento dos recursos humanos melhorando a relação e informações com as centenas de funcionários existentes num ambiente fabril.
Para falarmos um pouco sobre novas tecnologias nesses cenários, vamos iniciar com o código de barras. Hoje em dia temos nos produtos fabricados, a impressão estampada na embalagem do código de barras que já vem da fábrica, mas será que a indústria utiliza essa tecnologia na produção? Para Indústrias de grande porte, com certeza SIM, mas para empresas de médio ou pequeno portes, você poderá se surpreender.
Processos de recebimento de componentes para industrialização, armazenagem, o chamado picking para separar os componentes que serão montados no produto, muitas vezes não estão passando perto de algum tipo de controle de identificação. Controle manuais com pranchetas e formulários ainda são muito comuns nestes ambientes.
E os funcionários da produção? Conseguem ter acesso aos sistemas da empresa, ou a Intranet? Que tal pensarmos em automatizar a relação da área de recursos humanos com as centenas ou milhares de funcionários da fábrica? Pesquisas de satisfação, programação de férias, convênio médico, e outras informações importantes, poderiam estar disponíveis a todos por meio de uma nova cultura: informações a quem de direito, para que todos trabalhem em sincronismo com as diretrizes da organização. Novas ferramentas poderiam estar disponíveis, como a de colocar terminais compartilhados no chão da fábrica, para que progressivamente, essas ferramentas sejam acessadas, com o uso progressivo dos terminais de autoatendimento.
O que devemos fazer para que os equipamentos trabalhem de forma mais automatizada, para melhorar a qualidade da produção, a gestão de entrada de suprimentos e a saída de mercadorias?
Nos últimos anos o código de barras transformou-se na ferramenta mais utilizada para melhorar os sistemas de automação, e os leitores e impressoras de códigos de barras tornaram-se equipamentos indispensáveis no dia a dia das indústrias.
Além do código de barras que citamos, também existem inúmeras outras tecnologias para nos auxiliar nesta evolução, da tecnologia touch screen que passa a equipar equipamentos na produção até terminais interativos, impressoras portáteis, equipamentos PDA que integram sistemas e geram mobilidade dentro e fora da fábrica, permitindo desde o planejamento da produção até a venda e a entrega final dos produtos para consumo.
Aplicada no departamento administrativo, a automação também pode ajudar na melhora de seleção de recursos humanos, como também no controle de funcionários e na própria área de educação destes colaboradores, também com o uso destas tecnologias especiais.
Quando vemos um produto hoje em dia em nossas mãos, não conseguimos imaginar o quanto de tecnologia e de automação poderia ainda ser utilizada para trazê-lo até aqui, de uma maneira mais eficaz, com maior qualidade e com menor custo.
* Júlio Augusto Vidotti tem 28 anos no mercado tecnológico, é diretor-executivo da BPsolutions, distribuidora de tecnologias e soluções para automação e negócios e escreve mensalmente no Reseller Web.