O Google Docs, ferramenta do Google para processamento de textos, está se tornando bastante popular entre usuários corporativos. Uma pesquisa da IDC mostra ainda que este fato deveria preocupar a Microsoft.
Em julho, a IDC conduziu uma pesquisa com 262 executivos e descobriu que perto de 20% dos entrevistados afirmaram que o Google Docs estava sendo utilizado em suas organizações. Em outubro de 2007 esse índice era de 6%. Em nota, Melissa Webster, vice-presidente da IDC para tecnologias de conteúdo e mídia digital, caracterizou o crescimento do uso como "impressionante".
E o Google Docs pode esperar mais aumento para o futuro: 27% dos pesquisados informaram que usavam ou pretendiam adotar o Google Docs no próximo ano. Isso sugere que a campanha de marketing do Google tem surtido efeito.
"O Google continua trabalhando e crescendo", informou Webster em entrevista por telefone. "Eles continuam trabalhando para crescer no segmento corporativo. E boa parte vem do Google Premium."
O Google Apps Premium é a suite paga do aplicativo do Google voltada para o segmento corporativo. Ela inclui Google Docs, Google Talk, Calendar, Site e Gmail. O foco da pesquisa da IDC foi especificamente Google Docs.
Para a analista da IDC, esse crescimento é reflexo da facilidade de colaboração que a ferramenta confere. Ela acrescenta ainda que o aumento na adoção não está condicionado à aprovação da TI.
"Acreditamos que boa parte da adoção de Google Docs vem de uso ad hoc. É o caso clássico de empregados utilizando serviços gratuitos da web 2.0 para produzir conteúdo profissional, sem pedir permissão", informou Webster. "Em algumas organizações, a TI está no escuro."
A especialista pontuou rapidamente que o Microsoft Office parece não estar perdendo participação de mercado para o Google Docs, já que 97% dos entrevistados disseram ter uma ou mais versões do produto da Microsoft em suas organizações.
Ela ressaltou, entretanto, que a fabricante do Windows deve assistir com atenção a esse crescimento. "Indiretamente, o momento do Google pode causar algum impacto na receita que a companhia faz com as atualizações para o Office 2010", informou. "E, no longo prazo, os dois estão em curso de colisão."