A receita líquida da indústria brasileira de software e serviço deve atingir quantia próxima a R$ 57,7 bilhões, em 2010. O volume exportado será de R$ 9,9 bilhões no mesmo ano. A projeção é da Softex que apresentou na quarta-feira (25/11) a primeira edição de um estudo sobre o setor. De acordo com a entidade, o mercado vem crescendo cerca de 9,3% ao longo dos últimos anos.
O levantamento da associação se apoia e cruza informações oficiais sobre o segmento no Brasil. A pesquisa coletou dados de fontes como a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Graças a tal apuração, a entidade identificou a existência de 66,8 mil empresas de software e serviço no Brasil. O número retrata o ano de 2007. O Softex explica que o gap de dois anos ocorre devido aos levantamentos periódicos e ciclo de atualização das bases do IBGE.
Em todo o caso, associação estima uma expansão anual do volume de empreendimentos nas área de sistemas e serviço na casa dos 4,8%. "Mas isso deve ser superado em função do crescimento mais acentuado do mercado", comenta Arnaldo Bacham, vice-presidente executivo da entidade.
Do total, 84,3% dos empreendimentos tem até quatro funcionários e 13%, de cinco a dezenove postos de trabalho. Interessante ressaltar que apenas 2,7% possuem mais de vinte profissionais e, mesmo assim, essa pequena porcentagem fica com 76,1% da receita líquida do setor. Aproximadamente 69% dessas empresas situam-se na região Sudeste.
Por integrar vários de diversas fontes, o estudo consegue um panorama de como anda a mão-de-obra na indústria de software e serviços. Segundo o levantamento, em 2007, a indústria empregava 410 mil pessoas, sendo que aproximadamente 100 mil estavam diretamente ligadas diretamente a produção.
A Softex conseguiu mapear o número de profissionais que trabalham nos departamentos de tecnologia da informação de empresas que não tem software e serviço como atividade fim. O corte revelou que esse contingente, em 2005, era de 284,9 mil pessoas (dos quais 1,138 na posição de diretores e 10,118 gerentes de TI). Em 2008, esse número deve ficar próximo a 380 mil profissionais.
De acordo com o executivo, se esses profissionais gerassem receita, o total atingiria R$ 26 bilhões. Esse valor representa uma economia gerada nas empresas não repassada para fornecedores.