Carol Nakamura reflete como a adoção de Wallace mudou sua vida

por Brenda Borges

A atriz e bailarina Carol Nakamura, recentemente adotou Wallace, de 9 anos. Foi através da instituição IDE  Jardim Gramado, em Duque de Caxias que a atriz conheceu o menino.

Carol que tem planos de voltar a trabalhar como atriz, após a pandemia, tem se dedicado ao seu canal do YouTube, a cursos e a produção de conteúdo para suas redes sociais.

Em recente entrevista à revista Quem, contou como foi o processo de adoção e como está sendo o de adaptação de Wallace em sua casa e rotina.

Carol conta sobre burocracia durante pandemia

Carol Nakamura abriu seu coração em uma conversa com a revista Quem para falar sobre o processo de adoção e adaptação quando o levou para casa, além das mudanças que Wallace trouxe para sua vida.

A atriz em entrevista contou que o processo, além de ser bastante burocrático, foi muito longo. Em razão da quarentena feita para frear a pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o processo ficou ainda mais complicado, no entanto Nakamura não desistiu:

“O processo de adoção é muito longo e burocrático. A gente sempre teve essa preocupação do que fazer. Tinha algumas opções, continuar deixando ele sem estudo e esperar o processo que poderia durar quatro anos, ou conseguir uma autorização para conseguir colocar ele na escola e iniciar essa alfabetização. Foi isso que eu fiz. Mas agora com a pandemia as coisas levam mais tempo porque o mundo parou”, revelou a atriz.

A atriz Carol Nakamura e seu filho Wallace.

A atriz Carol Nakamura e seu filho adotivo Wallace. (Foto: Reprodução/ Google).

Carol Nakamura trás reflexões através da adoção

A ex-bailarina do Faustão continuou falando sobre as mudanças que teve em sua vida após levar o jovem Wallace, que foi tirado do antigo maior lixão da América Latina, o do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro para sua casa.

“Quando ele (Wallace) chegou em casa, abriu o chuveiro e perguntou: ‘Tia, essa água cai do céu?’. São coisas que para a gente são tão normais, que passam batido. Mas quando a gente escuta isso nos faz refletir que tem gente que ainda não tem nem saneamento básico.

Quando ele pegava elevador ou via uma escada rolante, ficava maravilhado, achando que era um brinquedo. A primeira vez que ele comeu um pão de queijo foi depois dos nove anos! Aquilo que você chama de ‘básico’ é muita coisa para outras pessoas. Tudo isso faz a gente analisar o quanto tem tudo e não agradece”, afirmou Carol Nakamura durante a entrevista.

Guilherme Leonel e Carol não tinham planos de adoção

Carol contou que apesar de Wallace ser bastante tranquilo, ela tem que ficar atenta ao que ele fala: “Por mais que ele seja muito tranquilo, ele é bem falante. Tem que dar atenção a tudo o que ele fala, ensinar as coisas”, iníciou ela.

A atriz complementou que ela e seu parceiro, Guilherme Leonel, nunca tinham pensado em adoção, mas após seu encontro com o menino na instituição e saber de sua história, não conseguiu tirar ele da cabeça.

Casal Carol Nakamura e Gui Leonel com Wallace.

Casal Carol Nakamura e Gui Leonel com Wallace. (Foto: Reprodução/ Google).

“A gente nunca tinha pensado em adoção. Foi um mistério que Deus preparou para a vida da gente. Foi impactante saber que uma criança de nove anos nunca tinha frequentado uma escola. Voltei para casa e não conseguia parar de pensar sobre isso.”, finalizou.

Uma nova rotina de mãe para a atriz

Carol Nakamura contou que teve que mudar toda a sua vida e rotina, mas que a mantém bastante agitada e mostra tudo em sua redes sociais.

“Eu tive que reaprender muitas coisas porque meu filho mais velho, Juan Nakamura, tem 21 anos. Faz tempo que não faço isso. Ele estava tendo duas aulas por dia, uma de manhã e outra a tarde. Organizar esse horário foi a minha maior dificuldade. No começo foi bem difícil trabalhar esse energia toda”.

Wallace estava se adaptando aos estudos na escola, quando chegou a pandemia. Por conta disso, teve que passar por nova adaptação, agora com o homeschooling.

“Diferentemente de uma criança que já vem sendo alfabetizada, ele começou do zero. O dever de casa não era comum, que você só dá o direcionamento. Tem que ensinar o alfabeto antes. Foi um processo longo, mas graças a Deus ele está evoluindo bem”, elogia Carol Nakamura sobre a aprendizagem do menino, finalizando a entrevista.

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